
Após dois anos de atraso, finalmente a jaqueta da plataforma de Mexilhão ganha o mar, ainda que, de início, deslize sobre as águas mansas da Baía de Guanabara, embarcada em uma balsa guindaste. A jornada até o destino final será longa, no entanto. Chegará ao fim na Bacia de Santos, a cerca de 140 quilômetros da costa de São Paulo.
Por enquanto, a espetacular estrutura ainda pode ser vista no estaleiro Mauá, ao lado direito da ponte Rio-Niterói (direção Niterói), logo após a Base Naval de Mocanguê.
Segundo o gerente de implantação de Mexilhão da área de engenharia da Petrobras, Márcio Alencar, a plataforma zarpará no verão, época em que as condições do mar são mais favoráveis.
Quando instalada, em pé, a plataforma terá 230 metros de altura, mais do que o dobro da altura do edifício sede da Petrobras, no Rio, que conta 29 andares distribuídos em 108 metros de altura.
No auge da operação, o campo de Mexilhão produzirá 15 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, metade do limite de importação do gasoduto Bolívia-Brasil. Transportará também, de carona, o gás produzido no megacampo de Tupi, no pré-sal.
A plataforma de Mexilhão é a maior estrutura metálica “offshore” de petróleo e gás do país. Segundo a Petrobras, ela entrará em operação em 2010.
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